quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Pout-pourri

Ai, quero falar sobre várias coisas. Episódios que deveriam ter sido contados antes, logo que aconteceram. Não deu. Então puxo da memória as estórias.
Semana passada fiz supermercado pela primeira vez sozinha desde que estou na cadeira. Foi bom. Mas, no começo eu estava um pouco sem jeito. Peguei um carrinho pequeno, daqueles estreitos que tem dois andares. Inicialmente, eu tocava o carrinho e saia correndo atrás. Nessa, consegui bater o troço nas estantes além de tocar a porra do carrinho na bunda de uma mulher.
Como 2009 promete, entrei na dieta. Tive uma conversa séria com minha fisio e temos certeza que a perda de peso vai me ajudar na reabilitaçã. Buenas, lá foi a aleijada no supermercado comprar frutas e verduras. Fazia muito tempo que eu não escolhia frutas. Muito tempo mesmo. Totalmente sem base eu pegava as frutinhas mais de baixo (até porque as mais altas fica dificil mesmo). Nem sei contar quantas maças caíram no chão. Derrubei também pimentão, e mais uma caralhada de vegetais. Com o tempo vou pegar a prática.
Descobri também que consigo tocar a cadeira levando o carrinho. Com uma mão eu toco a cadeira e com a outra vou dirigindo a cesta de compras.

De saco pra mala, também semana passada tive uma conversa muito louca com uma colega de trabalho. Conversamos sobre sociedades secretas, teorias da conspiração e cousas do gênero. É bizarro pensar que várias acontecimentos no mundo podem ser um faz de conta. Que guerras, catástrofes e 'a crise' podem ser não algo inevitável e sem controle, mas sim uma manipulação pérfida de gente que literalmente manda no mundo. Tô louca pra assistir o filme zeitgeist que trata do tema.

De mala pra sacola, estou tentando me concentrar nas metas pra 2009. Quero publicar a porra do livro. Entrei em contato com um cara da Não Editora que é de uma gurizada nova. Achei muito legal a parada, vou ligar pra ele mais tarde. Tomara que dê pra encaixar meu projeto na linha editorial deles. Quero que a porra do livro vire filme. O Zé Padilha me retornou um e-mail dizendo que o final do ano foi fudido mas que breve vai ler o que mandei e dai entra em contato. Cruzo os dedos. Tem que rolar. Tomara que ele curta muito a história. Se não rolar por aí, ataco com o plano B. A Tatá que conheci no claro curtas falou do livro pra um diretor lá do Rio. Ele ficou super interessado.

De sacola pra mochila, tô produzindo um programa sobre como a cultura hip hop serve de ferramenta para inclusão social. Vai ficar massa. Falei com o Perna e vou fechar o programa com o case dele. Descobri que o fofo tinha sumido porque tá namorando. Que bonitinho, primeira namorada. Descobri também que não era paixão nem nada do tipo e sim sexo. E me dei conta dum troço muito louco. Nós, mulheres nos apegamos e apaixonamos tão fácil pra justificar o sexo. Já a maioria dos homens não precisa disso. Acho que é um mecanismo bastante cultural. Por exemplo, a guria vai lá fica com o cara e transa na primeira saída (ou única). Grande parte das mulheres fica sentindo uma espécie de culpa ou autocrítica. Porque infelizmente por mais que as coisas tenham evoluído no que tange a guerra dos sexos, mulher que dá pra todo mundo é puta e homem que come todo mundo é fodão. Então, a gente fica fazedo histórinhas na cabeça, romanceando uma relação que foi puramente carnal, só pra justificar o sexo.

De mochila pra necessaire, mandei o livro pro Lucas, meu ex-namorado da época em que tive a lesão. Bah, essa história tá mexendo comigo. Duma hora pra outra passei a pensar um montão nele e ficar imaginando como esse revival (porquê tem muita cousa que a gente viveu escrita no livro) vai ser recebido por ele. Tô curiosa pra saber que tipo de sentimento essas lembranças vão despertar. Veremos. Ele ficou de me dar um feedback após a leitura.

Enfim, de necessaire pra niqueleira. Estou lendo um livro sobre uma história impressionante. 'A história de minha vida' de Helen Keller. Ela ficou surda e cega devido a uma doença quando tinha apenas 1 ano e meio de idade. Aprendeu a se comunicar e usar a linguagem (tô louca pra descobrir como!)e escreveu 14 livros. Sem dúvida, uma história extraordinária de superação. Caralho, deveria ser absurdo o vazio e o sentimento de solidão antes dela conseguir se comunicar. Recomendio.

6 comentários:

maria luiza disse...

ei, Juli, tudo encaminhado, então? Onde eu entro nessa pra uma mão???? Olha, sou ocupadésima, mas estás na minha agenda de janeiro/fevereiro/...estou no teu aguardo... um beijão...torço pela não editora, tia Maira

EVANDRO disse...

Que ótimo começo de ano!
Quantos projetos...eu com um não dou conta de dormir (a cabeça não pára de pensar)...
Mas se o livro não virar, vai aí uma dica: esse post dá com certeza um best seller!
Beijão

Juliana Carvalho disse...

mazá! brigadão, tia!!!
evandro, o negócio é nem cogitar que vai dar errado,né?
pensamento positivo!
bjs

Jairo disse...

Vc vai precisar de uma caçamba pra levar tanta tralha, heim? ahahahah... Vc consegue dormir com uma mente tão fervilhante?! Beijos

Mariana Fulfaro disse...

Olá!

Entrei por acaso no seu blog através do "Tocando a vida sobre rodas". Acabou que gostei tanto que li vários posts...rsrs
Você consegue deixar as histórias tão leves e divertidas que quando começamos a ler não conseguimos mais parar!

Bjus

Juliana Carvalho disse...

Ae Jairão, a galera do design bem que podia pensar num carrinho que acoplasse facilmente na cadeira. Facilitaria a ida ao mercado!
Brigada, Mariana! É muito bom ler comentários como o teu, estimulam a continuar escrevendo.