terça-feira, 22 de março de 2011

Abrindo o coração

Os dias não tem sido fáceis. Quer dizer, acabei de fazer uma viagem incrível, inesquecível mesmo, mas é difícil voltar pra Porto Alegre e pros problemas que passam dentro da minha cabecinha maluca. Acho que sou uma pessoa extremamente carente. Pego e me apego com frequência. E o dedinho podre sempre aponta pra pessoa errada, aquela que não vai me valorizar ou logo vai perder o interesse na pessoa aqui.
Mas, parece que depois da lesão eu criei um bloqueio. Não em mim, mas nas pessoas. Tipo, faz dez anos que não namoro ninguém. Gostei de várias pessoas, mas nenhuma que segurasse a onda o suficiente pra ficar comigo de verdade. Talvez porque na minha cabeça seja uma barra muito grande e trabalhosa namorar uma garota cadeirante. Talvez porque eu seja doida demais.
Na última noite que estive em SP nessas férias rolou uma análise freudiana sobre meu caso. Dois grandes amigos, o Sid e a Cinthya, ambos cadeirantes, começaram a avaliar meu comportamento e me dizer porque acham que eu ainda estou sozinha mesmo não querendo estar. Primeiro, eles avaliaram que eu me exponho demais: tanto o lado muito porra louca e bagaceiro quando o lado carentão. Dai eu me pergunto, vale a pena mudar quem se é só pra não ficar só? Difícil. Na minha utopia ainda vai pintar o príncipe encantado que vai ser completamente apaixonado por mim exatamente desse jeito insano que sou.
As vezes sinto falta das paixões correspondidas da adolescência. De deitar na grama juntinho pra ver estrelas, de fazer sexo maluco em lugares inusitados, de deixar rolar e se entregar sem medir as consequências. De me jogar e saber que tem alguém que vai me segurar.

Descaso no Salgado Filho

Faz algum tempo que a Azul e a WebJet estão operando no terminal 2 do Salgado Filho, em miúdos, o antigo aeroporto. Lá não tem finger (aquele tunel que leva ao avião) em nenhum dos portões de embarque, é tudo na remota. Bueno, estou voltando de São Paulo sábado passado - fui madrinha de casamento num Cruzeiro, o que merece um post a parte - e passei por aquele clássico constrangimento: falta de acessibilidade.

Além da cadeirante aqui, outras duas vovós beirando os noventa anos também precisavam de algum recurso para evitar as escadas. Cabe a Infraero disponibilizar o Ambulif - não tem nenhum por lá - cabe as comanhias aéreas dispor de stair trac (aquela cadeira robocob que sobre e desce escadas), a Azul tem uma mas a WebJet não. Voei pela última e me lasquei. Desceram todos os passageiros, inclusive as vovós de noventa anos, pelas escadas e eu fiquei mofando e exigindo uma coisa tão banal: o cumprimento da lei.

É soda. Tem resolução da ANAC, tem lei da Acessibilidade, o Brasil ratificou a convenção da ONU sobre os direitos das pessoas com deficiência em 2008 e a coisa segue só no papel. Filmei tudo com o celular, lá vou eu meter mais um processo, mas a mentalidade das pessoas não muda. Foi uma cena ridícula. Toda tripulação esperando eu decidir se ia encarar a escada ou não, as pessoas do próximo vôo prejudicadas pelo atraso e tudo mais. Fico pensando como vai ser na Copa, nas Olimpíadas. Se as companhias já passam aperto com um cadeirante que fala português, imagina como será com uma delegação de quebrados exigindo acessibilidade em javanês .

sexta-feira, 11 de março de 2011

O meu koh koh no seu pee pee

Noite incrivelmente divertida no zero de conduta. Jantar privê esplendoroso e muita comédia. Como é bom ter amigos.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Móooo, e não é que é?

Bem interessante esse estudo da cabala. O dia em que você nasceu bate com forma de você agir... Olha o 3, sou eu escrita...

DIA DA POPULARIDADE

O nativo deste dia é um ser de rara animação, criatividade, expressão e popularidade. Pode parecer irresponsável para alguns que não o conhecem bem, mas na realidade é um ser altamente responsável, justo e prestativo com tudo e com todos. O 3 é intuitivo, original, honesto, dedicado à família e aos amigos (aos últimos, às vezes até demais).
Gosta de profissões movimentadas, aquelas em que pode aparecer e demonstrar toda a sua versatilidade, sentindo-se totalmente à vontade quando em contato com o público, gostando de ser elogiado, bajulado e de preferência sendo o centro das atenções.
Pelo seu lado extrovertido e amistoso, não suporta ser criticado, apelando para o sentimentalismo daqueles que o criticam ou simplesmente lhe dão 'conselhos'. É do tipo que trabalha em inúmeras atividades ao mesmo tempo e que quase sempre as deixa a meio caminho, ou seja, tem muitos começos e poucos fins.
No decorrer de sua longa vida, terá inúmeras frustrações, e estas podem levá-lo a ter certos problemas físicos, principalmente o sistema nervoso abalado e também a contrair certas doenças de pele, que não se sabe como as supera com grande senso de humor. Na realidade, é um ser lutador, criativo e liberal, que usa de seus predicados, principalmente a oratória, como sustentáculo de sua vida.

Sobre hoje e amanhã

A vida é curta. Se joga!
Ninguém vive pra sempre. Se joga!
O amanhã existe? Se joga!
E hoje? É dia de se jogar.
Mas, e se tudo der errado?
E o que fazer com o maldito medo de sofrer?

quinta-feira, 3 de março de 2011

A mil pelo Brasil

Muito divertido fazer essa matéria sobre kart adaptado.
No mais, o carnaval será em Joaçaba junto da minha mana querida Luli e do cunhadão Marquera. Na sequência vou para SP, serei madrinha de casamento de uns amigos queridos demais: a madame e o Iguinho. Ela é andante e ele cadeirante. O detalhe, o casório será num cruzeiro. Vai ter mais uma pá de aleijados no navio, vai ser lindo e mega divertido! Cadeirantes Rulez em alto mar!