quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

A cadeirante viajante

As aventuras pela nova zelandia estao neste novo blog: A cadeirante viajante.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Partiu o bonde!

Em cinco dias parto pra Nova Zelândia para ficar três meses. Vou visitar meus irmãos, acabar com a farsa e aprender inglês. Frio na barriga, expectativa de muitas aventuras, vai ser massa! Tô pensando em criar um novo blog para dividir as minhas experiências por lá. O nome será "a cadeirante viajante".
E como a nova zelândia é "o lugar" dos esportes radicais, quero aproveitar pra ver o que tem de aventura adaptada... Enquanto isso, divido o primeiro vôo de parapente em solo gaúcho realizado por um quebrado. A cobaia foi a louca aqui:

http://www.youtube.com/watch?v=RXUyeCf5YDI&feature=youtu.be

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

vida louca

vida louca, vida louca... apaixonada de novo e dessa vez parece que vai valer a pena :D

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Atualizando

Precisando da minha terapia bloguistica... Faz muuuuito tempo que não escrevo, então tem várias novis para registrar.
Primeiro: ESTOU MORANDO SOZINHA! Yeah, aos 45 do segundo tempo cumpri a meta de sair de casa antes dos trinta. Tá maravilhoso demais ter meu cantinho, do meu jeito, receber os amigos pra jogar wii. A vista da janela é incrível. Do corredor dá pra ver o por do sol no guaíba. Ainda tem tralhas nas caixas mas a casa tá relativamente em ordem. Claro que toda essa alegria tem um preço e morar só tem suas desvantagens, em especial quando não se caminha. Dia desses tomei o primeiro fatalit: cai no banheiro. Tava transferindo pra tomar banho quando quebrou uma porrinha da cadeira higiênica. Tentei voltar pra minha cadeira mas o bundão pesou demais e faltou aquela musculação que tô prometendo faz horas. Fiquei pendurada entre as duas sillas. Celular sempre por perto, liguei pra mami que mora do outro lado da cidade. Enquanto esperava o resgate fui lentamente escorregando para o chão. Fiquei ali, perna cruzada que nem índio esperando o S.O.S. Tudo documentado em tempo real no FB. Graças a deus não me machuquei.
Outro malefício de morar só é a função da comida. Em um mês até agora não encostei no fogão. Já o microondas... Trabalho análogo à escravidão. E não aguento mais comer lasanha congelada!!! Hoje vou ter que chamar uma telentrega. Recém voltei de SP e não há nada na geladeira. Minto, há resquícios de uma tentativa de OPEN HOUSE à mexicana.
Veja o causo: semana passada rolou uma tentativa de janta mexicana com alguns amigos. Beta e Mimi ficaram encarregadas de ir ao super comprar os ingredientes para fazermos ceviche, guacamole e nachos. As pessoas estavam chegando quando fui conferir as compras. A tequila não veio pq tava mto cara. Okay, dá pra fazer para arriba com vodka. O peixe do ceviche deveria ser fresco, só tinha congelado. Fodeu. O abacate para guacamole tava mais duro que pau de guri de 18 anos. Sem chance. Servimos doritos com um creminho... Sucesso total.

No mais, ontem desfilei para a queridona Vitória Cuervo no 3º Concurso de moda inclusiva de SP e levamos o segundo lugar! A roupa ficou liiiiinda! Pela primeira vez na vida de cadeirante não foi uma luta colocar um longo. Parabéns pra mente mega criativa da Vi! Tava tudo ótimo até voltar pra porto alegre e passar pela milésima situação degradante num aeroporto. Adivinha se tinha a porra da acessibilidade para desembargar?! E a ironia é que hoje é o dia nacional de luta da pessoa com deficiência. Como sempre, saquei o celular e comecei a filmar tudo: eu mofando sozinha no avião esperando a cadeira, eles dizendo que iam me descer pela escada carregada... Dai a aeromoça larga: você estava filmando? Vamos ter que apagar!
Baaaaah, montei num porco brabo: "Tu enlouqueceu que vai mexer no meu celular! Eu vou é processar vcs!" E lá vamos nós pra mais um processo por danos morais contra cias aéreas.

E já que é pra fazer a terapia completa... Tb acho que tô apaixonada por um tetra alemão que tá fazendo intercambio no brasil. Derrubei ele esses dias, mas o bofe é difíiiiiiicil. Vamos ver o que acontece.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Vamos fazer barulhoooo!

Roubei essa frase do Martin Luther King do blog do Felipe Mianes : "não tenho medo do barulho dos maus, mas do silêncio dos bons".
Não é fácil fazer barulho... Dá um trabalho... E pra fazer barulho que eu tô até agora na Assembleia. Terminei a edição do Vídeo de chamada para a Passeata do Movimento Superação deste ano. Já marca aí na agenda, dia 21 de agosto é hora da galera do bem ir pra rua fazer muito barulho. Falta muito ainda pra gente ter um mundão acessível pra todo mundo, mas se lutarmos todos juntos, a cousa vai andar mais rápido. E pensando na acessibilidade que fiz o vídeo com audiodescrição e libras. Repercute aí! Ajuda a divulgar! Colá lá na Redenção junto com o Dragão!

Para assistir o vídeo, me clica!




segunda-feira, 25 de julho de 2011

Correria

Sim, a quebrada aqui não anda, mas a correria tá grande. Peguei a chave do apê!!!! Muita alegria, emoção e frio na barriga (mentira, nem sinto, sabe como é, lesão alta...).

No mais, mega correria para os preparativos finais do Seminário sobre Mídia e Deficiência e a ação de flahsmob para divulgar a passeata do superação dia 21 de agosto e abertura da semana de valorização da pessoa com deficiência.

Cada vez que eu me estresso com a organização dessas paradas todas, e sinto brotarem chusmas de cabelos brancos eu penso: vai valer a pena, vai valer a pena. É tipo um mantra, "vai valer a pena", "vai valer a pena". Repete comigo que a vibe fica mais forte!

domingo, 24 de julho de 2011

Amanhã

Final de semana difícil em Nova Prata. Amanhã pego a chave do apê. Frio na barriga e expectativa de muita paz na minha casinha!!!

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Programação do Seminário


Gentém, depois de uma trabalheira danada (certo que ganhei vários fios de cabelo branco), eu tenho a felicidade de convocar as pessoas com deficiência para um grande bate-papo com a turma da imprensa. Sim, porque a tão esperada e desejada inclusão que nós queremos depende essencialmente de uma profunda mudança cultural. E a construção dessa "rampa" na cabeça das pessoas pode ser bem mais rápida com o apoio da mídia. Ações de marketing social em novelas e filmes mostraram seu poder nos últimos anos. A imprensa também tem seu papel ao quebrar preconceitos através da informação e ao mostrar uma imagem positiva das pessoas com deficiência.

Acessibilidade aos meios de comunicação é outro ponto fundamental para a inclusão. Como ter pessoas cegas e surdas cidadãs se elas não tem acesso à informação?! Os recursos que permitem o acesso à informação são lei no Brasil. Além de permitirem a plena participação, eles aumentam o sentimento de representação.

Bueno, desde o começo do ano estou à frente de um projeto chamado Assembleia Inclusiva e dentre várias ações estamos promovendo o Seminário Mídia & Deficiência: qual o papel da comunicação no processo de inclusão?

Será um grande debate entre jornalistas com e sem deficiência, profissionais que atuam nos grandes veículos de comunicação, professores dos cursos de comunicação (afinal essa pauta tem que estar na universidade, no currículo dos futuros comunicadores), representantes das pessoas com deficiência e também do queridão Jairo Marques, jornalista cadeirante que é chefe de reportagem da Agencia Folha e assina o blog Assim como Você.

Vamos distribuir no encontro um pequeno Manual de Mídia Inclusiva para facilitar a vida dos jornalistas quando o tema for "pessoa com deficiência".

Te liga na programação. Só gente fina elegante e sincera.

Programação:

08h - 08h30 Credenciamento e Inscrições


08h30 - 09h Abertura

Presidente da Assembleia Legislativa -Dep. Adão Villaverde
Presidente da FADERS - Cláudio Silva
Presidente do grupo Record RS - Fábio Tucilho
Gerente de Recursos Humanos do grupo RBS - Fernanda Damiani
Diretor de Jornalismo do grupo Bandeirantes RS - Renato Martins

09h - 10h Painel 1 - MÍDIA PARA INCLUSÃO
Relato: Gustavo Trevisi - jornalista com paralisia cerebral, atua na Secretaria Estadual da Saúde
Jairo Marques - Chefe de reportagem da Agência Folha, coordenando a produção da equipe de correspondentes nacionais do jornal e mais um grupo de repórteres na sede, em São Paulo, e colunista do caderno Cotidiano, onde escreve quinzenalmente às terças-feiras. Assina também o blog Assim como Você, que
trata de temas relacionados às pessoas com deficiência. Utiliza cadeira de rodas desde a infância.
Edelberto Behs - Coordenador do curso de jornalismo da UNISINOS
Givanildo Menezes - Gerente de jornalismo da Record
Mediação: Juliana Carvalho - Coordenadora do Projeto Assembleia Inclusiva, coordenadora do Movimento Superação RS, apresentadora do programa Faça a Diferença. Autora do livro Na minha cadeira ou na tua?. Assina os blogs Sem Barreiras, do grupo RBS, e o Comediasdavidaaleijada.blogspot.com
10h - 10h30 Aberto para Debate
10h30 - 10h45 Intervalo


10h45 - 11h30 Painel 2 - PESSOAS COM DEFICIÊNCIA NA MÍDIA
Jairo Marques - Chefe de reportagem da Agência Folha, coordenando a produção da equipe de correspondentes nacionais do jornal e mais um grupo de repórteres na sede, em São Paulo, e colunista do caderno Cotidiano, onde escreve quinzenalmente às terças-feiras. Assina também o blog Assim como Você, que trata de temas relacionados às pessoas com deficiência. Utiliza cadeira de rodas desde a infância.
Manoel Soares - Repórter da RBS
Ercy Pereira Torma - Presidente da Associação Riograndense de Imprensa
Vitor Necchi - Diretor do curso de jornalismo da FAMECOS
Mediação: Roberto Oliveira - Presidente do Conselho Estadual das Pessoas com Deficiência
11h30 - 12h15 Aberto para Debate

12h15 - 14h Intervalo para Almoço


14h - 15h Painel 3 - ACESSIBILIDADE AOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO
Relato: Juliana Carvalho - Coordenadora do Projeto Assembleia Inclusiva.
Representante da FENEIS
Lelei Teixeira - Jornalista e sócia da Pauta Assessoria.
Deca Soares - Coordenadora de Produção da Zero Hora
Deivison Campos - Coordenador do curso de jornalismo da ULBRA
Mediação: Jorge Amaro Borges - Chefe de gabinete da FADERS
15h - 15h30 Aberto para Debate
15h30 - 15h45 Intervalo


15h45 - 16h45 Painel 4 - POLÍTICAS PÚBLICAS DE INCLUSÃO NA COMUNICAÇÃO
José Maria Rodrigues Nunes - Presidente do sindicato dos jornalistas do Rio Grande do Sul
Ana Cristina Cypriano Pereira - Relações Públicas, Especialista em Educação Tecnológica Inclusiva. Mestre em Educação pela UFRGS na área de Educação Especial e Processos Inclusivos. Professora da FABICO.
Guilherme Castro - Diretor de Programação da TVE
Vivian Missaglia - Professora universitária e Pesquisadora em Saúde, Educação e Inclusão. Colaboradora da Inclusive. A Inclusive - revista digital de direitos humanos, cidadania e inclusão social (www.inclusive.org.br) é um projeto autônomo e colaborativo que tem como foco a promoção da inclusão social por meio da produção e veiculação de conteúdos informativos sobre educação e direitos humanos relacionados a segmentos sociais em situação de vulnerabilidade, em especial às pessoas com deficiência.
Mediação: Paulo Brum - Secretário Municipal de Acessibilidade e Inclusão Social
16h45 - 17h15 Aberto para Debate
17h15 - 17h45 Encerramento
André Pereira - Superintendente de Comunicação Social da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul

O quê? Seminário Mídia & Deficiência: qual o papel da comunicação no processo de inclusão?
Quando? 27 de julho de 2011
Onde? Teatro Dante Barone - Assembleia Legislativa - Entrada pela esplanada
Inscrições: escola.legislativo@al.rs.gov.br

terça-feira, 12 de julho de 2011

E a terra gira

Domingo, depois de duas semanas de atraso, meus irmãos finalmente conseguiram ir pra Nova Zelândia. Foi foda. Um porque eu já estava bem contente com a ideia do meu mano morar de novo no Brasil. Dois porque a minha maninha caçula querida de um metro e oitenta era minha parceirona. Agora os dois estão láaaa do outro lado do mundo e tenho que tocar a vida aqui.
O primeiro passo, ou rodada, foi dado. Entreguei hoje na imobiliária os papéis para alugar um apê no centro. Caiu do céu. Em frente a assembleia, é só atravessar a rua e estou lá. Chega de gastar com táxi (sim, porque o passatão se entregou faz um mês e até agora o mecânico não conseguiu arrumá-lo). Entonces, em menos de duas semanas devo estar sem carro (vou vender!!!) e de casa nova! Aos poucos o medinho de ficar sozinha e passar aperto vai dando lugar ao prazer de ter meu cantinho, com a minha cara. Uma nova fase começa. Tchau, fezes.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Compartilhem!!!


Dia 27 de Julho na Assembleia Legislativa do RS
Seminário Mídia e Deficiência: qual o papel da comunicação no processo de inclusão?
Jairo Marques, Romeu Kazumi Sassaki, representantes do Grupo RBS, grupo Record, grupo Bandeirantes, das faculdades de comunicação (FABICO, FAMECOS, ULBRA e Unisinos) e das entidades de pessoas com deficiência pela primeira vez se unem com um objetivo: acelerar a inclusão das pessoas com deficiência.

terça-feira, 28 de junho de 2011

...

Sigo em crise existencial. Será a famosa crise dos trinta?

segunda-feira, 20 de junho de 2011

O trabalho começa a aparecer

Faça a Diferença é o nome do programa que Juliana Carvalho, 29 anos, apresenta há três anos na TV Assembleia. Mas bem que poderia ser um slogan da vida dessa servidora, que vem conseguindo mobilizar o legislativo gaúcho para a causa da inclusão.

Depois de ter ingressado no serviço público por meio de cotas para pessoas com deficiência, em 2004, a publicitária que vive desde os 19 anos em uma cadeira de rodas – em consequência de uma inflamação na medula provocada por lúpus – não se conformou em trabalhar como técnica na ouvidoria. Ciente de suas capacidades, batalhou até conseguir ser transferida para a TV. Vencido o desafio pessoal, hoje trabalha para transformar toda a Assembleia. Com apoio da presidência da Casa e de outras parcerias, liderou neste ano a criação de um grupo de trabalho sobre o tema e agora está envolvida no planejamento de uma série de iniciativas, como a semana de valorização da pessoa com deficiência, que será realizada em agosto e terá desde desfiles de moda inclusiva até a demonstração de esportes paraolímpicos na rampa da Assembleia. Para ajudar na sensibilização, são realizadas vivências práticas. Até o superintendente-geral da Assembleia, Ricardo Haesbaert, já percorreu a Casa em uma cadeira de rodas e foi vendado para passar pela experiência.

– Nossa ideia é transformar a Assembleia em um modelo de instituição pública inclusiva. Isso não é favor, não é caridade. É lei, é direito – diz Juliana, destacando conquistas como a lei da acesssibilidade.
Fonte: Zero Hora - Porto Alegre/RS - EDIÇÃO IMPRESSA - 19/06/2011


Juliana está em um estúdio de TV, tem duas câmeras voltadas em sua direção.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Despedida da minha mana Vivi


Chuif...
Vai ser bom demais pra ela, mas... Chuif... Já tô com saudade!

Hope

Trabalhando um mooonte, mas por uma boa causa. Breve os resultados devem aparecer. Que motivo pode ser mais forte do que a esperança para nos mover?
Estou implementando um programa chamado Assembleia Inclusiva aqui na AL RS. A meta é alta, tornar a instituição um exemplo de instituição pública inclusiva. Para isso, estou fazendo um trabalho de formiguinha, conversando e sensibilizando os diretores de cada departamento. Essa função toda até faz eu me questionar se não era de ir pra política. será que alguém votaria em mim? "Eu prometo que se for eleita..."

sábado, 11 de junho de 2011

No vida e saúde de hoje cedo

Em pauta: sexualidade depois da lesão. Para assistir, clique aqui!

terça-feira, 7 de junho de 2011

Sobre felicidade

Afinal, o que é mesmo sucesso? Segundo a wikipedia é o oposto de fracasso. Ou, realização de uma meta, objetivo. Ou, um nível de status social.

E afinal, o que é mesmo felicidade? Também segundo a wikipedia é "um estado durável de plenitude, satisfação e equilíbrio físico e psíquico, em que o sofrimento e a inquietude estão ausentes".

Sucesso traz felicidade? Geralmente. Mas não ajuda a manter. E fracasso traz tristeza? Pra mim com certeza. E como lidar com um sentimento tão marcante na chamada cultura familiar? Como fazer a porra da felicidade transitar definitivamente pela vida? E como achar o equilibrio com tantos planetas em escorpião e um quê de bipolaridade?
Ahá, marquei terapia pra quinta feira!

Não sei um título

Quase oito horas da noite e eu ainda estou na Assembleia. Depois dizem que funcionário público não trabalha. Bueno, aos fatos: fases e fezes. Peguei o carro ontem na oficina depois de estar "à roda", gastando o que não tenho em táxi. Finalmente o passatão veio do mecânico. Mas, veio com uma gambiarra porque a porra da peça que quebrou simplesmente não existe em lugar nenhum... apesar de estar sem carro há quase três semanas (quase pagando táxi com promissória) e ter pego o carro ontem na oficina, adivinha? O carro deu problema de novo, ôe! A gambiarra não funcionou, quase fundi o motor do veículo. Uma fumaceira desgraçada saindo do capô no meio da Goethe bem na hora do rush. O melhor? Como o paraplégico vai sair do carro e avisar que ele vai explodir a qualquer momento?!?
Bueno, graças a deus minha mana tava junto. Comecei a chorar desesperada, e com a ajuda de uma alma caridosa deu pra rodar na banguela até uma rua calma e parar a porrra do carro com o motor quase fundido!
Chama o guincho, mais emoções. O cara não quis ajudar a quebrada aqui a subir na boleia porque tava com problemas nas costas (#@%*#! Má vontade mudou de nome! Paga mais um táxi pra ir pra casa!
Eis que na vida nem tudo são fezes. O motorista do táxi dessa vez não encomodou pra me levar. Seu nome era Jésus da Night (add no face) e ele tinha um astral incrível! Ajudou a mandar a tristeza embora e superar os 'probrema' da vida.

Como taxista desprezar cadeirante ainda é rotina e ainda estou a pé. Hoje, de novo um escroto não quis me levar: "a cadeira não cabe, tem gás." Na merda e na chuva, lá vem a boa vontade alheia insistir que a humanidade ainda tem solução. Um cara que estava acompanhando um outro cadeirante (e estava na mesma reunião que eu) ofereceu carona. Em terra de aleijado que anda é escravo, aceitei né?! E fiz novas amizades!

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Aaaaaaaaaaaaah

Hoje estou com saco cheio de tudooooo! Dor na bunda, excesso de trabalho, carro na oficina... Parece que tô na areia movediça, ou esperneando (é possível pra um cadeirante) num oceano revolto, tentando nadar sem sair do lugar. Dias melhores virão. Sempre virão. O negócio é contar até dez e força na peruca. Ou pegar uma metralhadora e sair matando quem não presta pra nada nesse mundo. Ou fumar dez carteiras de cigarro (maldita abstinência). Ou beber até cair. Ou qualquer outra atividade que alivie o estresse. As vezes chorar no banho ajuda, né? Quem sabe meditação?

quarta-feira, 18 de maio de 2011

A vida e suas sutilezas

Estou tentando encontrar o equilíbrio de novo. É, porque estar bem consigo é um processo dinâmico. Não é aquele lance de tu estar bem e ficar bem pra sempre. Sabe-se lá porque, deve ser o lance do vale e da crista (lembra da aula de física?). Bueno, o fato é que ando meio quieta e triste nos últimos tempos. Sem motivo aparente. Usando a experiência, afinal já são quase trinta anos nas costas, estipulei objetivos de curto e médio prazo. É infalível pra sair da deprê.
E tento contemplar a vida. Ela nos dá respostas o tempo todo. Sexta passada fui ao Hospital Psiquiátrico São Pedro, estamos gravando sobre Reforma Psiquiátrica. Entrevistei pessoas que tem transtornos mentais graves. E foi tão boa essa troca. Sim, porque quando entrevisto alguém faço uma troca. 'Eu te conto um pouco da minha história e tu me conta da tua.' Me impressionou a lucidez e serenidade de um dos entrevistados, que tem transtorno bipolar grave. Na saída, a vida e suas sutilezas. Ganhei um abraço de uma moradora que estava passando. Foi lindo.
E continuando o festival 'haja coração' segunda feira fui ao hospital de clinicas gravar sobre eutanásia. Entrevistei uma paciente com câncer terminal. Troquei experiências na verdade. Falamos sobre o impacto do diagnóstico, sobre o tratamento, sobre a vida, sobre a morte. Ela disse que é a favor da eutanásia e não quer ficar ligada a aparelhos. Ao mesmo tempo quer viver ao máximo enquanto tiver condições e disse que minha história a motivou mais ainda a continuar a luta. Foi foda.