segunda-feira, 18 de abril de 2011

#Eusougay

"Sejamos Gays. Juntos.
abril 12, 2011
Adriele Camacho de Almeida, 16 anos, foi encontrada morta na pequena cidade de Itarumã, Goiás, no último dia 6. O fazendeiro Cláudio Roberto de Assis, 36 anos, e seus dois filhos, um de 17 e outro de 13 anos, estão detidos e são acusados do assassinato. Segundo o delegado, o crime é de homofobia. Adriele era namorada da filha do fazendeiro que nunca admitiu o relacionamento das duas. E ainda que essa suspeita não se prove verdade, é preciso dizer algo.

Eu conhecia Adriele Camacho de Almeida. E você conhecia também. Porque Adriele somos nós. Assim, com sua morte, morremos um pouco. A menina que aos 16 anos foi, segundo testemunhas, ameaçada de morte e assassinada por namorar uma outra menina, é aquela carta de amor que você teve vergonha de entregar, é o sorriso discreto que veio depois daquele olhar cruzado, é o telefonema que não queríamos desligar. É cada vez mais difícil acreditar, mas tudo indica que Adriele foi vítima de um crime de ódio porque, vulnerável como todos nós, estava amando.

Sem conseguir entender mais nada depois de uma semana de “Bolsonaros”, me perguntei o que era possível ser feito. O que, se Adriele e tantos outros já morreram? Sim, porque estamos falando de um país que acaba de registrar um aumento de mais de 30% em assassinatos de homossexuais, entre gays, lésbicas e travestis.

E me ocorreu que, nessa ideia de que também morremos um pouco quando os nossos se vão, todos, eu, você, pais, filhos e amigos podemos e devemos ser gays. Porque a afirmação de ser gay já deixou de ser uma questão de orientação sexual.

Ser gay é uma questão de posicionamento e atitude diante desse mundo tão miseravelmente cheio de raiva.

Ser gay é ter o seu direito negado. É ser interrompido. Quantos de nós não nos reconhecemos assim?

Quero então compartilhar essa ideia com todos.

Sejamos gays.

Independente de idade, sexo, cor, religião e, sobretudo, independente de orientação sexual, é hora de passar a seguinte mensagem pra fora da janela: #EUSOUGAY

Para que sejamos vistos e ouvidos é simples:

1) Basta que cada um de vocês, sozinhos ou acompanhados da família, namorado, namorada, marido, mulher, amigo, amiga, presidente, presidenta, tirem uma foto com um cartaz, folha, post-it, o que for mais conveniente, com a seguinte mensagem estampada: #EUSOUGAY

2) Enviar essa foto para o mail projetoeusougay@gmail.com

3) E só

Todas essas imagens serão usadas em uma vídeo-montagem será divulgada pelo You Tube e, se tudo der certo, por festivais, fóruns, palestras, mesas-redondas e no monitor de várias pessoas que tomam a todos nós que amamos por seres invisíveis.

A edição desse vídeo será feita pelo Daniel Ribeiro, diretor de curtas que, além de lindos de morrer, são super premiados: Café com Leite e Eu Não Quero Voltar Sozinho.

Quanto à minha pessoa, me chamo Carol Almeida, sou jornalista e espero por um mundo melhor, sempre.

As fotos podem ser enviadas até o dia 1º de maio.

Como diria uma canção de ninar da banda Belle & Sebastian: ”Faça algo bonito enquanto você pode. Não adormeça.” Não vamos adormecer. Vamos acordar. Acordar Adriele.
— Convido a todos os blogueiros de plantão a dar um Ctrl C + Ctrl V neste texto e saírem replicando essa iniciativa —

terça-feira, 22 de março de 2011

Abrindo o coração

Os dias não tem sido fáceis. Quer dizer, acabei de fazer uma viagem incrível, inesquecível mesmo, mas é difícil voltar pra Porto Alegre e pros problemas que passam dentro da minha cabecinha maluca. Acho que sou uma pessoa extremamente carente. Pego e me apego com frequência. E o dedinho podre sempre aponta pra pessoa errada, aquela que não vai me valorizar ou logo vai perder o interesse na pessoa aqui.
Mas, parece que depois da lesão eu criei um bloqueio. Não em mim, mas nas pessoas. Tipo, faz dez anos que não namoro ninguém. Gostei de várias pessoas, mas nenhuma que segurasse a onda o suficiente pra ficar comigo de verdade. Talvez porque na minha cabeça seja uma barra muito grande e trabalhosa namorar uma garota cadeirante. Talvez porque eu seja doida demais.
Na última noite que estive em SP nessas férias rolou uma análise freudiana sobre meu caso. Dois grandes amigos, o Sid e a Cinthya, ambos cadeirantes, começaram a avaliar meu comportamento e me dizer porque acham que eu ainda estou sozinha mesmo não querendo estar. Primeiro, eles avaliaram que eu me exponho demais: tanto o lado muito porra louca e bagaceiro quando o lado carentão. Dai eu me pergunto, vale a pena mudar quem se é só pra não ficar só? Difícil. Na minha utopia ainda vai pintar o príncipe encantado que vai ser completamente apaixonado por mim exatamente desse jeito insano que sou.
As vezes sinto falta das paixões correspondidas da adolescência. De deitar na grama juntinho pra ver estrelas, de fazer sexo maluco em lugares inusitados, de deixar rolar e se entregar sem medir as consequências. De me jogar e saber que tem alguém que vai me segurar.

Descaso no Salgado Filho

Faz algum tempo que a Azul e a WebJet estão operando no terminal 2 do Salgado Filho, em miúdos, o antigo aeroporto. Lá não tem finger (aquele tunel que leva ao avião) em nenhum dos portões de embarque, é tudo na remota. Bueno, estou voltando de São Paulo sábado passado - fui madrinha de casamento num Cruzeiro, o que merece um post a parte - e passei por aquele clássico constrangimento: falta de acessibilidade.

Além da cadeirante aqui, outras duas vovós beirando os noventa anos também precisavam de algum recurso para evitar as escadas. Cabe a Infraero disponibilizar o Ambulif - não tem nenhum por lá - cabe as comanhias aéreas dispor de stair trac (aquela cadeira robocob que sobre e desce escadas), a Azul tem uma mas a WebJet não. Voei pela última e me lasquei. Desceram todos os passageiros, inclusive as vovós de noventa anos, pelas escadas e eu fiquei mofando e exigindo uma coisa tão banal: o cumprimento da lei.

É soda. Tem resolução da ANAC, tem lei da Acessibilidade, o Brasil ratificou a convenção da ONU sobre os direitos das pessoas com deficiência em 2008 e a coisa segue só no papel. Filmei tudo com o celular, lá vou eu meter mais um processo, mas a mentalidade das pessoas não muda. Foi uma cena ridícula. Toda tripulação esperando eu decidir se ia encarar a escada ou não, as pessoas do próximo vôo prejudicadas pelo atraso e tudo mais. Fico pensando como vai ser na Copa, nas Olimpíadas. Se as companhias já passam aperto com um cadeirante que fala português, imagina como será com uma delegação de quebrados exigindo acessibilidade em javanês .

sexta-feira, 18 de março de 2011

sexta-feira, 11 de março de 2011

O meu koh koh no seu pee pee

Noite incrivelmente divertida no zero de conduta. Jantar privê esplendoroso e muita comédia. Como é bom ter amigos.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Móooo, e não é que é?

Bem interessante esse estudo da cabala. O dia em que você nasceu bate com forma de você agir... Olha o 3, sou eu escrita...

DIA DA POPULARIDADE

O nativo deste dia é um ser de rara animação, criatividade, expressão e popularidade. Pode parecer irresponsável para alguns que não o conhecem bem, mas na realidade é um ser altamente responsável, justo e prestativo com tudo e com todos. O 3 é intuitivo, original, honesto, dedicado à família e aos amigos (aos últimos, às vezes até demais).
Gosta de profissões movimentadas, aquelas em que pode aparecer e demonstrar toda a sua versatilidade, sentindo-se totalmente à vontade quando em contato com o público, gostando de ser elogiado, bajulado e de preferência sendo o centro das atenções.
Pelo seu lado extrovertido e amistoso, não suporta ser criticado, apelando para o sentimentalismo daqueles que o criticam ou simplesmente lhe dão 'conselhos'. É do tipo que trabalha em inúmeras atividades ao mesmo tempo e que quase sempre as deixa a meio caminho, ou seja, tem muitos começos e poucos fins.
No decorrer de sua longa vida, terá inúmeras frustrações, e estas podem levá-lo a ter certos problemas físicos, principalmente o sistema nervoso abalado e também a contrair certas doenças de pele, que não se sabe como as supera com grande senso de humor. Na realidade, é um ser lutador, criativo e liberal, que usa de seus predicados, principalmente a oratória, como sustentáculo de sua vida.

Sobre hoje e amanhã

A vida é curta. Se joga!
Ninguém vive pra sempre. Se joga!
O amanhã existe? Se joga!
E hoje? É dia de se jogar.
Mas, e se tudo der errado?
E o que fazer com o maldito medo de sofrer?