sábado, 11 de junho de 2011
terça-feira, 7 de junho de 2011
Sobre felicidade
Afinal, o que é mesmo sucesso? Segundo a wikipedia é o oposto de fracasso. Ou, realização de uma meta, objetivo. Ou, um nível de status social.
E afinal, o que é mesmo felicidade? Também segundo a wikipedia é "um estado durável de plenitude, satisfação e equilíbrio físico e psíquico, em que o sofrimento e a inquietude estão ausentes".
Sucesso traz felicidade? Geralmente. Mas não ajuda a manter. E fracasso traz tristeza? Pra mim com certeza. E como lidar com um sentimento tão marcante na chamada cultura familiar? Como fazer a porra da felicidade transitar definitivamente pela vida? E como achar o equilibrio com tantos planetas em escorpião e um quê de bipolaridade?
Ahá, marquei terapia pra quinta feira!
E afinal, o que é mesmo felicidade? Também segundo a wikipedia é "um estado durável de plenitude, satisfação e equilíbrio físico e psíquico, em que o sofrimento e a inquietude estão ausentes".
Sucesso traz felicidade? Geralmente. Mas não ajuda a manter. E fracasso traz tristeza? Pra mim com certeza. E como lidar com um sentimento tão marcante na chamada cultura familiar? Como fazer a porra da felicidade transitar definitivamente pela vida? E como achar o equilibrio com tantos planetas em escorpião e um quê de bipolaridade?
Ahá, marquei terapia pra quinta feira!
Não sei um título
Quase oito horas da noite e eu ainda estou na Assembleia. Depois dizem que funcionário público não trabalha. Bueno, aos fatos: fases e fezes. Peguei o carro ontem na oficina depois de estar "à roda", gastando o que não tenho em táxi. Finalmente o passatão veio do mecânico. Mas, veio com uma gambiarra porque a porra da peça que quebrou simplesmente não existe em lugar nenhum... apesar de estar sem carro há quase três semanas (quase pagando táxi com promissória) e ter pego o carro ontem na oficina, adivinha? O carro deu problema de novo, ôe! A gambiarra não funcionou, quase fundi o motor do veículo. Uma fumaceira desgraçada saindo do capô no meio da Goethe bem na hora do rush. O melhor? Como o paraplégico vai sair do carro e avisar que ele vai explodir a qualquer momento?!?
Bueno, graças a deus minha mana tava junto. Comecei a chorar desesperada, e com a ajuda de uma alma caridosa deu pra rodar na banguela até uma rua calma e parar a porrra do carro com o motor quase fundido!
Chama o guincho, mais emoções. O cara não quis ajudar a quebrada aqui a subir na boleia porque tava com problemas nas costas (#@%*#! Má vontade mudou de nome! Paga mais um táxi pra ir pra casa!
Eis que na vida nem tudo são fezes. O motorista do táxi dessa vez não encomodou pra me levar. Seu nome era Jésus da Night (add no face) e ele tinha um astral incrível! Ajudou a mandar a tristeza embora e superar os 'probrema' da vida.
Como taxista desprezar cadeirante ainda é rotina e ainda estou a pé. Hoje, de novo um escroto não quis me levar: "a cadeira não cabe, tem gás." Na merda e na chuva, lá vem a boa vontade alheia insistir que a humanidade ainda tem solução. Um cara que estava acompanhando um outro cadeirante (e estava na mesma reunião que eu) ofereceu carona. Em terra de aleijado que anda é escravo, aceitei né?! E fiz novas amizades!
Bueno, graças a deus minha mana tava junto. Comecei a chorar desesperada, e com a ajuda de uma alma caridosa deu pra rodar na banguela até uma rua calma e parar a porrra do carro com o motor quase fundido!
Chama o guincho, mais emoções. O cara não quis ajudar a quebrada aqui a subir na boleia porque tava com problemas nas costas (#@%*#! Má vontade mudou de nome! Paga mais um táxi pra ir pra casa!
Eis que na vida nem tudo são fezes. O motorista do táxi dessa vez não encomodou pra me levar. Seu nome era Jésus da Night (add no face) e ele tinha um astral incrível! Ajudou a mandar a tristeza embora e superar os 'probrema' da vida.
Como taxista desprezar cadeirante ainda é rotina e ainda estou a pé. Hoje, de novo um escroto não quis me levar: "a cadeira não cabe, tem gás." Na merda e na chuva, lá vem a boa vontade alheia insistir que a humanidade ainda tem solução. Um cara que estava acompanhando um outro cadeirante (e estava na mesma reunião que eu) ofereceu carona. Em terra de aleijado que anda é escravo, aceitei né?! E fiz novas amizades!
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Aaaaaaaaaaaaah
Hoje estou com saco cheio de tudooooo! Dor na bunda, excesso de trabalho, carro na oficina... Parece que tô na areia movediça, ou esperneando (é possível pra um cadeirante) num oceano revolto, tentando nadar sem sair do lugar. Dias melhores virão. Sempre virão. O negócio é contar até dez e força na peruca. Ou pegar uma metralhadora e sair matando quem não presta pra nada nesse mundo. Ou fumar dez carteiras de cigarro (maldita abstinência). Ou beber até cair. Ou qualquer outra atividade que alivie o estresse. As vezes chorar no banho ajuda, né? Quem sabe meditação?
quarta-feira, 18 de maio de 2011
A vida e suas sutilezas
Estou tentando encontrar o equilíbrio de novo. É, porque estar bem consigo é um processo dinâmico. Não é aquele lance de tu estar bem e ficar bem pra sempre. Sabe-se lá porque, deve ser o lance do vale e da crista (lembra da aula de física?). Bueno, o fato é que ando meio quieta e triste nos últimos tempos. Sem motivo aparente. Usando a experiência, afinal já são quase trinta anos nas costas, estipulei objetivos de curto e médio prazo. É infalível pra sair da deprê.
E tento contemplar a vida. Ela nos dá respostas o tempo todo. Sexta passada fui ao Hospital Psiquiátrico São Pedro, estamos gravando sobre Reforma Psiquiátrica. Entrevistei pessoas que tem transtornos mentais graves. E foi tão boa essa troca. Sim, porque quando entrevisto alguém faço uma troca. 'Eu te conto um pouco da minha história e tu me conta da tua.' Me impressionou a lucidez e serenidade de um dos entrevistados, que tem transtorno bipolar grave. Na saída, a vida e suas sutilezas. Ganhei um abraço de uma moradora que estava passando. Foi lindo.
E continuando o festival 'haja coração' segunda feira fui ao hospital de clinicas gravar sobre eutanásia. Entrevistei uma paciente com câncer terminal. Troquei experiências na verdade. Falamos sobre o impacto do diagnóstico, sobre o tratamento, sobre a vida, sobre a morte. Ela disse que é a favor da eutanásia e não quer ficar ligada a aparelhos. Ao mesmo tempo quer viver ao máximo enquanto tiver condições e disse que minha história a motivou mais ainda a continuar a luta. Foi foda.
E tento contemplar a vida. Ela nos dá respostas o tempo todo. Sexta passada fui ao Hospital Psiquiátrico São Pedro, estamos gravando sobre Reforma Psiquiátrica. Entrevistei pessoas que tem transtornos mentais graves. E foi tão boa essa troca. Sim, porque quando entrevisto alguém faço uma troca. 'Eu te conto um pouco da minha história e tu me conta da tua.' Me impressionou a lucidez e serenidade de um dos entrevistados, que tem transtorno bipolar grave. Na saída, a vida e suas sutilezas. Ganhei um abraço de uma moradora que estava passando. Foi lindo.
E continuando o festival 'haja coração' segunda feira fui ao hospital de clinicas gravar sobre eutanásia. Entrevistei uma paciente com câncer terminal. Troquei experiências na verdade. Falamos sobre o impacto do diagnóstico, sobre o tratamento, sobre a vida, sobre a morte. Ela disse que é a favor da eutanásia e não quer ficar ligada a aparelhos. Ao mesmo tempo quer viver ao máximo enquanto tiver condições e disse que minha história a motivou mais ainda a continuar a luta. Foi foda.
quinta-feira, 12 de maio de 2011
Tá difícil...
Tô procurando faz horas uma academia que tenha acessibilidade. Tá beeeem complicado achar alguma. Ligo e pergunto: "tem acessibilidade?"
Fica um silêncio. Logo em seguida vem a resposta: "só se a cadeira dobrar pra passar pela catraca." E eu? Fico onde quando a cadeira estiver dobrada?
Ou então, vem a resposta mais comum: "Não, não temos." E ponto final. Nenhuma preocupação em atender os quebrados. Porra, depois as pernas ficam atrofiadas e põe a culpa na lesão medular, hehehe.
Não vou desistir, hey de malhar! Hey de conseguir!
Fica um silêncio. Logo em seguida vem a resposta: "só se a cadeira dobrar pra passar pela catraca." E eu? Fico onde quando a cadeira estiver dobrada?
Ou então, vem a resposta mais comum: "Não, não temos." E ponto final. Nenhuma preocupação em atender os quebrados. Porra, depois as pernas ficam atrofiadas e põe a culpa na lesão medular, hehehe.
Não vou desistir, hey de malhar! Hey de conseguir!
quarta-feira, 11 de maio de 2011
Calça saruel é tecnologia assistiva
Tô no salão, bem bela me arrumando pra gravar. Dá aquela 'vontade' de fazer pipi. Vontade entre aspas mesmo porque quebrado em geral não sente essa vontade. Bueno, mas recebo um sinal das pernas que é hora de esvaziar o bixigão com uma sonda. Sempre faço isso na sala do Lala, fiel maquiador. But, a sala está ocupada. Eis que descubro uma funcionalidade fantástica nas calças saruel. Sabe aquela com o fundilho grande? Pois é, o excesso de tecido permite fazer uma cabaninha. Tchan tchan. Foi o que fiz, quase me enfiei pra dentro das calças e me sondei! No meio do salão! E ninguém viu nada :D
Quando tiver baladas inacessíveis (daquelas que é impossível entrar no banheiro) vou de calça saruel. Assim economizo espaço na bolsa e não preciso levar cangas para montar cabaninhas. Saruel rulez!
Imagem de calça saruel preta
Quando tiver baladas inacessíveis (daquelas que é impossível entrar no banheiro) vou de calça saruel. Assim economizo espaço na bolsa e não preciso levar cangas para montar cabaninhas. Saruel rulez!
Assinar:
Postagens (Atom)
