quarta-feira, 10 de março de 2010
quinta-feira, 4 de março de 2010
Novelinha e o Exu da intolerância
Tchurma, confesso que não tenho conseguido escrever por aqui tanto quanto gostaria. Mas, é essa vida louca de cadeirante engajada na causa que vive sempre como se estivesse lomba abaixo. Uhu! Em alta velocidade.
Bueno, mesmo correndo contra o tempo, tem um assunto que está entalado na garganta faz alguns dias. Eu particularmente estou muito feliz com a novela das oito mostrando tantas fatos e projetos relacionados ao mundinho dos quebrados. Mas, tem uma pulga atrás da orelha que não para de coçar. E depois que a novela acabar? Depois que o assunto esmorecer? Mesmo com toda a visibilidade que só uma novela das oito consegue dar para um tema no Brasil, ainda temos inúmeros problemas que são corriqueiros, diários. Exemplo clássico, tenta ir pra balada, as opções de casas noturnas com acessibilidade são pouquíssimas. Cardápio em braile? Não fui restaurante até agora que oferecesse. Cinema? Fica no gargarejo e sofre mais tarde com torcicolo. Fora o lazer, vamos para questões mais fundamentais ainda. Necessidades fisiológicas básicas, por exemplo. Cada xixi vai uma sonda certo? Conheço gente que por falta de recursos financeiros usa o mesmo cateter um mês! Cadeira de rodas que preste custa uma fortuna. Essa semana mesmo, a Mia e a Luciana estavam lendo um comentário que foi postado no blog da Lu e que falava justamente sobre como a evolução e qualidade de vida da personagem se devia também aos recursos financeiros de sua família que pode lhe dar tudo do bom e do melhor. A nossa realidade é completamente diferente. Quanta gente está com articulações encurtadas e músculos atrofiados porque não tem acesso a fisioterapia?
Me preocupa que o assunto vá para a gaveta e a realidade das pessoas com deficiência no Brasil sofra um retrocesso. Outra questão televisiva que me incomoda é essa adoração pelo Dourado. Fala sério! Ele pode ser gostoso e ter seu valor (afinal, quem não tem?) mas é um absurdo que uma emissora de TV exiba no programa com maior audiência do país os ideais do cara! Um retardado que tem suástica no braço, é preconceituoso, mal informado e ainda prega violência contra a mulher. Pelo amor de Deus, olha a luta que existe contra violência doméstica, Lei Maria da Penha, olha a luta do movimento LGBT para criminalizar a homofobia, olha o que passaram os judeus. E milhares de brasileiros acham o cara o máximo, uma pessoa que é o exu da intolerância, mobiliza uma multidão... Me revolta pensar que tanta audiência pro infeliz (que ainda por cima, pra nos difamar, é gaúcho) pode ser reflexo do que é nossa sociedade.
Bueno, mesmo correndo contra o tempo, tem um assunto que está entalado na garganta faz alguns dias. Eu particularmente estou muito feliz com a novela das oito mostrando tantas fatos e projetos relacionados ao mundinho dos quebrados. Mas, tem uma pulga atrás da orelha que não para de coçar. E depois que a novela acabar? Depois que o assunto esmorecer? Mesmo com toda a visibilidade que só uma novela das oito consegue dar para um tema no Brasil, ainda temos inúmeros problemas que são corriqueiros, diários. Exemplo clássico, tenta ir pra balada, as opções de casas noturnas com acessibilidade são pouquíssimas. Cardápio em braile? Não fui restaurante até agora que oferecesse. Cinema? Fica no gargarejo e sofre mais tarde com torcicolo. Fora o lazer, vamos para questões mais fundamentais ainda. Necessidades fisiológicas básicas, por exemplo. Cada xixi vai uma sonda certo? Conheço gente que por falta de recursos financeiros usa o mesmo cateter um mês! Cadeira de rodas que preste custa uma fortuna. Essa semana mesmo, a Mia e a Luciana estavam lendo um comentário que foi postado no blog da Lu e que falava justamente sobre como a evolução e qualidade de vida da personagem se devia também aos recursos financeiros de sua família que pode lhe dar tudo do bom e do melhor. A nossa realidade é completamente diferente. Quanta gente está com articulações encurtadas e músculos atrofiados porque não tem acesso a fisioterapia?
Me preocupa que o assunto vá para a gaveta e a realidade das pessoas com deficiência no Brasil sofra um retrocesso. Outra questão televisiva que me incomoda é essa adoração pelo Dourado. Fala sério! Ele pode ser gostoso e ter seu valor (afinal, quem não tem?) mas é um absurdo que uma emissora de TV exiba no programa com maior audiência do país os ideais do cara! Um retardado que tem suástica no braço, é preconceituoso, mal informado e ainda prega violência contra a mulher. Pelo amor de Deus, olha a luta que existe contra violência doméstica, Lei Maria da Penha, olha a luta do movimento LGBT para criminalizar a homofobia, olha o que passaram os judeus. E milhares de brasileiros acham o cara o máximo, uma pessoa que é o exu da intolerância, mobiliza uma multidão... Me revolta pensar que tanta audiência pro infeliz (que ainda por cima, pra nos difamar, é gaúcho) pode ser reflexo do que é nossa sociedade.
terça-feira, 2 de março de 2010
A espera de alguns milagres
Gentém, texto do livro pronto, hoje tirei fotos para capa! Ficaram shoooow! Se Deus quiser, eu tiver muita sorte e der tudo certo, gravo um depoimento pro final da novela, ôe! Vou fazer uma maratona para noite de autógrafos em SP, Rio, POA, Brasília e Belo Horizonte, uai! Dai, quando estiver no Rio pode ser que role o bendito depô. Tô torcendo!
Outro milagre que tô esperando é uma resposta para uma proposta de patrocínio pro livro. Entrei em contato com o marketing da Volkswagen, perguntar não ofende, né?
No mais, trabalhando feito doida no programa e sonhando em ter nas mãos de uma vez um exemplar da história de uma guria que com 19 anos viu seu mundo virar de pernas pro ar. "Na minha cadeira ou na tua?" tem tudo que o povo gosta: tragédia, humor e esperaça. Espero que venda muuuito pra eu ter um iate adaptado no Rio onde vou dar festas pros amigos!
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
Juju na Folha de S.P.
Ó o link pra matéria que saiu tb saiu na folha on line! Eeeeeee! Brigada Neca!
Juju na Folha de S.P.
Ó o link pra matéria que saiu tb saiu na folha on line:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u694120.shtml
http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u694120.shtml
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Uma notícia boa e uma má
Embora os assuntos mereçam mais tempo, meus globos oculares estão vermelhos e quase saltando das órbitas. Faz uma semana que quase não durmo. Porto Alegre é a sucursal do Inferno e não tenho ar condicionado em casa.
Buenas, além da falta de repouso, meus olhos também estão vermelhos porque ontem quase babei de tanto chorar embaixo do chuveiro. Sabe quando a brincadeira cansa? Ai, primeiro a má notícia. Então, depois de oito anos de lesão, descobri o que é uma escara, literalmente na pele. Estou com duas, uma micro e outra bem pequena, uma em cada pé. Fiquei muito chateada. Estou passando dersani e tal, mas vou ter que fazer debridamento, um tipo de raspagem, dai ficar de pé pra cima e tal. Saco pra caralho. Além disso, adivinha? Infecção urinária de novo! Não aguento mais me mijar!
Quem dera essa porra de lesão deixasse o cara só sem anda. Mas, não! Vem o kit tragédia! Pra puta que pariu!
Ontem, tava mesmo cansada dessa palhaçada. A água do chuveiro escorria se misturando com as lágrimas enquanto eu pensava 'eu só quero minha vida de volta'. Que coisa, o tempo passa e eu não me acostumo.
Chega de drama, a boa notícia. Finalmente fechamos o texto do livro! Eeeeee! Tá definido que vai se chamar 'Na minha cadeira ou na tua?' e vai amanhã pro diagramador! Eeeeeeee!
Bah, mão de obra do caralho escrever e mão de obra do caralho editar!!!!
Mais uma etapa cumprida. Ju Win, caralho!
E mais outra boa notícia, uma amigona minha que é jornalista na folha está fazendo uma matéria sobre a aleijada aqui. Comprem a folha domingo!
Bem gay, estilo Serginho: Bjs me liga!
Buenas, além da falta de repouso, meus olhos também estão vermelhos porque ontem quase babei de tanto chorar embaixo do chuveiro. Sabe quando a brincadeira cansa? Ai, primeiro a má notícia. Então, depois de oito anos de lesão, descobri o que é uma escara, literalmente na pele. Estou com duas, uma micro e outra bem pequena, uma em cada pé. Fiquei muito chateada. Estou passando dersani e tal, mas vou ter que fazer debridamento, um tipo de raspagem, dai ficar de pé pra cima e tal. Saco pra caralho. Além disso, adivinha? Infecção urinária de novo! Não aguento mais me mijar!
Quem dera essa porra de lesão deixasse o cara só sem anda. Mas, não! Vem o kit tragédia! Pra puta que pariu!
Ontem, tava mesmo cansada dessa palhaçada. A água do chuveiro escorria se misturando com as lágrimas enquanto eu pensava 'eu só quero minha vida de volta'. Que coisa, o tempo passa e eu não me acostumo.
Chega de drama, a boa notícia. Finalmente fechamos o texto do livro! Eeeeee! Tá definido que vai se chamar 'Na minha cadeira ou na tua?' e vai amanhã pro diagramador! Eeeeeeee!
Bah, mão de obra do caralho escrever e mão de obra do caralho editar!!!!
Mais uma etapa cumprida. Ju Win, caralho!
E mais outra boa notícia, uma amigona minha que é jornalista na folha está fazendo uma matéria sobre a aleijada aqui. Comprem a folha domingo!
Bem gay, estilo Serginho: Bjs me liga!
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