Já estou de volta em Porto faz duas semanas, mas preciso contar duas aventurinhas que rolaram em SP. Por parte, como nosso amigo Jack, lá vai a primeira:
QUANDO A COUSA APERTA, A GENTE É OBRIGADO A SE VIRAR
Bueno, um baita amigo meu que também é cadeirante fez três pontes de safena. Coração mega entupido, fruto de uma vida regrada, como o próprio tio Sid diz. Fui ao Hospital Paulista junto com outros dois amigos que estavam me acolhendo em seu apê, a Madame e o Iguinho (também cadeirante).
O tio Sid estava com uma tosse xarope (isso combina, né?) por causa da entubação. O excesso de contração abdominal acabou abrindo um pontinho da super cicatriz no peito e gerou uma sanguera aguada impressionante. Tio Sid, apavorado, chamou a enfermeira que logo abriu o curativo para espiar se estava tudo ok com o ferimento. A visualização do corte (que por sinal estava bem bonitinho) provavelmente impressionou o Iguinho, que não pode ver sangue, e o hômi passou mal.
Estávamos ainda no elevador quando o mal estar se transformou numa caganeira sem precedentes. Vida de quebrado é dura. Se quem caminha as vezes não consegue correr pro banheiro, imagina a pessoa sentada... Bueno, fomos direto pro apê com os teto solar do carro escancarado, sabe como é São Paulo à noite, não dava pra ir com os vidros abertos. Eu fui com a tampa de um desodorante nas fuças para poder respirar, hehehehe.
Chegando na casa deles, Madame correu com Iguinho para o banheiro e eu fiquei aguardando no carro. Estava sentada no banco de trás ao lado da minha cadeira e suas respectivas rodas. Fumei um cigarro, aguardei. Fumei outro, aguardei. Aguardei mais um pouco e decidi tentar montar a cadeira. Detalhe, eu nunca sento atrás e só tinha montado a cadeira sozinha uma vez, lá no Sarah, há um ano.
Quase me caguei também de tanto fazer força, mas consegui passar a cadeira por cima de mim e tirá-la do carro. YES! As rodas, foram barbada. Quinze minutos fazendo força e altas manobras, consegui encaixá-las na cadeira! YES, again! De novo, repito, não estou acostumada a sentar atrás, e mesmo que estivesse na frente, tenho dificuldade pra sair do carro só. Entrar é barbada, mas sair é sempre um desastre. Vai entender...
Bueno, com os braços já moles de fazer força, decidi encarar. Mão esquerda espalmada na cadeira, mão direita pendurada na porta do carro. Força na peruca, tô quase sentando na cadeira e a 'zorra' da almoçada dobra. Mais quinze minutos tentando desdobrar a porcaria sentada em cima e... YES, mais uma vez! Missão cumprida!
Agora, a aventura que inspira o título desde post:
DOIS QUEBRADOS NA 25 DE MARÇO
Estava eu ainda hospedada na Madame e no Iguinho. Era sábado e ela teria curso o dia inteiro. O Iguinho e eu fomos passear por SP. A gente deu umas voltas pelo centro da cidade e decidimos descer na Catedral da Sé. Achamos um policial gente boa que tirou as duas cadeiras do carro e sob nossas instruções as montou. Valeu a pena. A igreja da Sé é linda demaaaais!
Alugamos o homem da lei mais uma vez. Misericórdia, o cara não está acostumado, levou meia hora pra conseguir desmontar as cadeiras e guardá-las! Dali, enchi o saco do Iguinho por que eu queria muito ir na famosa 25 de março, comprar bugigangas. Jesus, a gente se perdeu muito e levou quase uma hora pra achar a bendita! Paramos num estacionamento próximo e sob instruções o atendente tirou do carro e montou as duas cadeiras.
Lá foram os dois quebrados pra 25, sábado de manhã, próximo do Natal. A rua estava muito lotada de gente, mas nós guerreiros fomos em frente. Pedindo uma ajudinha pra subir um degrau de loja aqui e outro ali. Fui fazendo comprinhas e pendurando as sacolas na pochete do Iguinho que eu levava atravessada no peito. A manhã foi passando e começou a esquentar, mas a gente continuou firme na muvuca entrando de loja em loja. Pobre Iguinho, eu tenho uma disposição incrível pra ver bijuteria e acessórios, ponto forte da 25.
O calor apertou mais ainda, e sabe como é, tetra não sua. Tanto a minha lesão quanto a do Iguinho foram na cervical. Essa história de não suar te torna uma chaleira e rapidinho a gente fica fervendo. Decidimos ir no Mac Donalds pra fazer um pipi. Perguntamos pra quem estava por ali se era perto, e com a afirmativa seguimos em frente. O sol estava torrando e a gente não chegava nunca no bendito fast food.
Finalmente, o letreiro amarelo indefectível. Achei engraçado o atendente perguntar: "é banheiro ou lanche?" "Primeiro banheiro", respondemos juntos. Bueno, fiz meu pips e cedi lugar pro Iguinho. O hômi estava no processo, quando do nada, começa uma chuvarada. Meu pai, nessa hora comecei a me arrepender da 'aventura' na 25. Um pouco preocupada com os clássicos alagamentos de Sampa, perguntei pro cara do Mac se ali também rolava enchente. "Já subiu água até a altura da tua roda", ele falou. Te juro que nessa hora me arrependi. Pata que paréu. O lugar encheu de uma maneira sufocante, todo mundo fugindo da chuva, e eu imaginando como é que a gente ia sair dali se a chuva não parasse. Visualizei o jornal do dia seguinte "dois cadeirantes são arrastados pela enchente..."
O Iguinho saiu do banheiro e viu a situação periclitante. Ele tentava me convencer que a chuva ia passar quando adentra o recinto uma mulher passando mal. A mulher se tocou no chão, branca como papel. Hipoglicemia, com certeza. Nessa hora, que egoísmo, pensei que se aparecesse uma ambulância a gente podia pegar carona! A mulher comeu, melhorou, não apareceu resgate nenhum, mas a chuva graças a Deus parou. Foram QUATRO horas de muita emoção e algumas sacolas no pescoço, com direito ao "rapa" botando os ambulantes pra correr, mas entre mortos e feridos todos sobreviveram.
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
São Paulo - SP
A heroina aqui conseguiu perder o voo das 18h30. Uma pequena taxa, peguei o voo seguinte e cheguei em SP quase 23h. Mãe Bãbou, motherfucker turbinada, me resgatou com o namorido Beto. Foi preciso dois carros pra levar todas as tralhas! Admito que não sou econômica nas malas quando viajo, mas a culpa de tanto volume é a lesão medular, hehehe... Metade do malão era fralda, sonda e o caralho... Mais minha cadeira de rodas, mais cadeira de banho, mais computador... lotei os dois porta-malas!
Não sei se é assim com todo mundo, mas na minha casa tenho tudo mega adaptado, barras de apoio, gancho para transferencia, ambiente totalmente plano. Toda vez que vou pra casa de alguém é uma aventura. Na casa da mãe Bãbou está sendo uma aventurinha, consigo passar por todas as portas, algumas com dificuldade, a coisa é justinha. Tem dois pequenos desníveis, que me cerceiam. Um eu já vencim, yeah! Agora, a meta é dominar o outro, um pouquinho mais alto. Se eu perder pra um degrau, vou ganhar de quem:::
Breve, mais notícias.
Não sei se é assim com todo mundo, mas na minha casa tenho tudo mega adaptado, barras de apoio, gancho para transferencia, ambiente totalmente plano. Toda vez que vou pra casa de alguém é uma aventura. Na casa da mãe Bãbou está sendo uma aventurinha, consigo passar por todas as portas, algumas com dificuldade, a coisa é justinha. Tem dois pequenos desníveis, que me cerceiam. Um eu já vencim, yeah! Agora, a meta é dominar o outro, um pouquinho mais alto. Se eu perder pra um degrau, vou ganhar de quem:::
Breve, mais notícias.
domingo, 22 de novembro de 2009
...
Eita. Mais trago. Mais ressaca moral. Mas, a vida é isso ai, né! Ontem, bebemoração de aniversário atrasado, fui derrubada pela tequila antes da meia noite! Ainda bem, pq tive menos tempo pra fazer merda, hehehe.
Bueno, em uma semana estou de férias! Eeeee! Vou pra SP, ver os amigos, agitar no movimento superação e se der, faço uma ponte aérea e pego um sol no Rio. Força na peruca e haja fígado.
Bueno, em uma semana estou de férias! Eeeee! Vou pra SP, ver os amigos, agitar no movimento superação e se der, faço uma ponte aérea e pego um sol no Rio. Força na peruca e haja fígado.
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
A pior ressaca é a moral
Ai, o horário de verão tem suas benesses. Nada como sair do trabalho e ir direto pra Lima e Silva beber com as amigas. O problema, o meu problema, é que não sei beber socialmente. Caipirinha vai, caipirinha vem. Fiquei no bar das 19h até às 04h. Yeah, o tio Darci, garçon do boteco, literalmente me varreu do bar. Recolheram todas as mesas e eu mais alguns amigos (o happy começou com as amigas mas a mesa foi bem rotativa) fomos os últimos arrozes a sair do local.
Tudo bem sair pra se divertir, é saudável e tal. Rir faz bem. Mas, eu seeeempre exagero! Devem ser os vários planetas em escorpião. Buenos, melhores momentos, em versão miniflasback:
- Entrevistei todo mundo da mesa usando o catchup de microfone. As enquetes eram sempre naquele nível... 'Já levou um fio terra?'
- Bebo, fico rica e descoordenada. Deixei cair um cigarro aceso no meio das pernas e na hora de catá-lo às pressas, fiz uma bela queimadura no dedo do meio. Fez bolha, chuif...
- Bebo, fico rica, descoordenada e tarada. Pedi pra um amigo ficar chupando a queimadura. Dei várias diretas nele.
- Bebo, fico rica, descoordenada e perco a noção. O amigo foi me levar em casa, enquanto ele dirigia taquei a mão do homem nos meus peitos e obriguei ele a me beijar antes de ir embora... Como diz aquele velho ditado: 'o importante é fazer gol'.
- Já em casa, do jeito que cai na cama fiquei. Acordei hoje (mega atrasada pro trabalho) e vi que dormi com as pernas pra fora da cama.
Bêbado é foda. Mas, fazer o quê. O calor e a localização do trampo imploram por um boteco: a Lima é logo ali e semana que vem tem de novo.
Tudo bem sair pra se divertir, é saudável e tal. Rir faz bem. Mas, eu seeeempre exagero! Devem ser os vários planetas em escorpião. Buenos, melhores momentos, em versão miniflasback:
- Entrevistei todo mundo da mesa usando o catchup de microfone. As enquetes eram sempre naquele nível... 'Já levou um fio terra?'
- Bebo, fico rica e descoordenada. Deixei cair um cigarro aceso no meio das pernas e na hora de catá-lo às pressas, fiz uma bela queimadura no dedo do meio. Fez bolha, chuif...
- Bebo, fico rica, descoordenada e tarada. Pedi pra um amigo ficar chupando a queimadura. Dei várias diretas nele.
- Bebo, fico rica, descoordenada e perco a noção. O amigo foi me levar em casa, enquanto ele dirigia taquei a mão do homem nos meus peitos e obriguei ele a me beijar antes de ir embora... Como diz aquele velho ditado: 'o importante é fazer gol'.
- Já em casa, do jeito que cai na cama fiquei. Acordei hoje (mega atrasada pro trabalho) e vi que dormi com as pernas pra fora da cama.
Bêbado é foda. Mas, fazer o quê. O calor e a localização do trampo imploram por um boteco: a Lima é logo ali e semana que vem tem de novo.
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Entra lá!
Confesso que não estou tendo muito tempo de escrever por aqui. Tá foda! Bastante trabalho e praticamente toda vez que escrevo é pro Sem Barreiras, então entra lá pra saber as últimas!!!
Mas, agora, momento proibidão, que lá não dá pra falar palavrão. Até rimou, hehehe.
Olha o que me aconteceu. Tava me mijando e fui correndo pro banheiro, chegando lá uma mulher me olhou com a carinha daquele esquilo (espia aqui) e me perguntou o que houve comigo. 'Uma doença', fui lacônica, afinal tava me mijando. A figura com cara de esquilo, soltou um 'hum' e já emendou arregalando mais os olhos, 'eu acho que o governo tinha que cuidar mais disso, tem muita gente ficando assim que nem tu. Isso não é normal'. Já dentro do banheiro tentando fechar a porta, falei pra escrota com cara de esquilo que 'é normal sim, acidentes acontecem, doenças acontecem e tem muita gente que nasce com deficiência porque a natureza quer, alterações genéticas são naturais e o que existe é a diversidade humana'. A desgraçada insistiu 'tu pode até ter uma vida boa, mas não é normal'. Ai, já de saco cheio da conversa pensei com meus botões que o que não é normal é um esquilo te atacar no banheiro com interrogações e não te deixar mijar quando tu mais precisa. Larguei um 'dá licença que eu vou me urinar' e fechei a porta. SANTA PACIÊNCIA!!!
Mas, agora, momento proibidão, que lá não dá pra falar palavrão. Até rimou, hehehe.
Olha o que me aconteceu. Tava me mijando e fui correndo pro banheiro, chegando lá uma mulher me olhou com a carinha daquele esquilo (espia aqui) e me perguntou o que houve comigo. 'Uma doença', fui lacônica, afinal tava me mijando. A figura com cara de esquilo, soltou um 'hum' e já emendou arregalando mais os olhos, 'eu acho que o governo tinha que cuidar mais disso, tem muita gente ficando assim que nem tu. Isso não é normal'. Já dentro do banheiro tentando fechar a porta, falei pra escrota com cara de esquilo que 'é normal sim, acidentes acontecem, doenças acontecem e tem muita gente que nasce com deficiência porque a natureza quer, alterações genéticas são naturais e o que existe é a diversidade humana'. A desgraçada insistiu 'tu pode até ter uma vida boa, mas não é normal'. Ai, já de saco cheio da conversa pensei com meus botões que o que não é normal é um esquilo te atacar no banheiro com interrogações e não te deixar mijar quando tu mais precisa. Larguei um 'dá licença que eu vou me urinar' e fechei a porta. SANTA PACIÊNCIA!!!
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaah!
Momento de fúria: http://www.clicrbs.com.br/blog/jsp/default.jsp?source=DYNAMIC,blog.BlogDataServer,getBlog&uf=1&local=1&template=3948.dwt§ion=Blogs&post=235044&blog=738&coldir=1&topo=3951.dwt
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Happy Bday
Yeah. Quase trinta, mais uma vez. Estranho pra caralho. Sentei quando ainda era uma guria, e agora sou uma muié. Esquisito. Essa história de ser adulto. De ter responsabilidade (qual?). De envelhecer. De um dia morrer. Saco né? Morrer deve ser chato pra caralho. O que tem do outro lado? Existe outro lado?
De onde viemos (do saco dos nossos pais), pra onde vamos (pra terra, 7 palmos), quem somos (essa não tem resposta óbvia)...
Vou nanar, 3 da matina, chega de caipirinha. Parabéns pra Ju! 28 na lataria!
De onde viemos (do saco dos nossos pais), pra onde vamos (pra terra, 7 palmos), quem somos (essa não tem resposta óbvia)...
Vou nanar, 3 da matina, chega de caipirinha. Parabéns pra Ju! 28 na lataria!
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